O Mundo de Léo e Tinna

A Ponte do Arco-Íris

Asneiras à parte!

Asneiras à parte!

Léo Posted by Léo at 06:40 PM on May 30, 2007

Nós cães, somos realmente os melhores amigos do homem. Mas amigos, amigos, asneiras à parte... descubra as nossas asneiras favoritas e divirta-se!

 
  Nós cães, somos realmente os melhores amigos do homem, companheiros sempre fieis e obedientes, ansiosos por agradar aos nossos queridos donos, a dar à cauda, gratos pela mais pequena atenção ou elogio e constantemente atenciosos e vigilantes, a guardar sem qualquer receio, dia e noite, a nossa casa ou propriedade.

Na forma de cachorrinhos saltitões e com as orelhas pendentes, podemos constituir um animal de estimação atraente e brincalhão para as crianças, tornando-nos à medida que crescemos, num membro muito querido da família.

Mas, por outro lado, podemos ser também animais barulhentos, malcheirosos, turbulentos, cheios de pulgas, com as patas sujas de lama, esquisitos em relação à comida, impossíveis de treinar, desobedientes, cheios de baba, a deixar cair pelo por toda a casa, a destruir tapetes, a roer sapatos, a destruir móveis, a atacar o carteiro, a cheirar o rabo das pessoas, a escavar canteiros de flores, a perseguir gatos, a lutar com cães e sempre a fugir da casa.

Nesta visão tão pessimista de cão, somos animais diabólicos vindos do Inferno, enviados para transformar a existência dos nossos donos num tormento diário.

Vamos então tentar fazer ver aos nossos donos que por trás de um mau cão está sempre um mau dono, nós somos apenas o reflexo da vosso trato e da vossa educação.


» necessidades em casa


Quando leva um dos nossos para dentro de casa, das duas uma, ou não se deixa comover pelo nosso olhar ternurento de bebe e começa logo a educar-nos ou terá que admitir à partida que tapetes encharcados, poças no soalho e pedaços de coco por todos os cantos vão passar a constituir uma parte inevitável da sua vida quotidiana. 

A melhor forma é ensinar-nos inicialmente a fazer as necessidades num jornal e só mais tarde na rua e não se esqueça que é melhor encorajar-nos e elogiar-nos por fazer xixi e cocô no sítio certo em vez de constantemente nos castigar por fazermos nos sítios errados.

Castigos freqüentes podem-nos levar a tentar ?esconder a asneira? chegando mesmo a comer o cocô para que os donos não nos castiguem.

Se se lembrarem de nos deixar ir à rua em intervalos muito regulares no início, diminuindo gradualmente a freqüência dos passeios à medida que crescemos mas nunca para menos de 3 por dia (manhã, tarde e noite), verá que depressa aprendemos a nos comportar devidamente em relação a este assunto. Entretanto, evite andar descalço pela casa e inspecione sempre os sapatos e chinelos antes de os calçar.

Nota: Encorajar-nos a fazer cocô no sítio certo, exemplificando, pode ser um pouco excessivo e provocar queixas dos vizinhos.


» as nossas amigas pulgas


Tentar livrar-nos das pulgas embora seja difícil não é impossível.

O problema é que as pulgas não vivem só no nosso pelo. Também vivem bastante felizes, em várias fases do seu ciclo de vida, por toda a casa; em mantas e tapetes, sofás, cadeirões, cortinas, cobertores, edredons e outros acessórios macios de qualquer espécie, para não falar da nossa cama.

Destes refúgios estas ?sanguessuguinhas?, saltam em bandos à medida que atingem uma determinada fase de desenvolvimento, para nos infestar (e dar uma dentadinha rápida numa perna humana que vá a passar, só para variar).

Pois bem, em relação a este problema, nada podemos fazer, somos mordidos por esses bichinhos irritantes e, para compensar, ainda somos rejeitados por vocês? tentem lavar-nos regularmente com um desparasitante assim como a nossa cama e locais prováveis de desenvolvimento destes bichinhos.


» apanhar cocôs


Hoje em dia, os donos civilizados não nos deixam fazer cocô em espaços públicos como parques e passeios sem de seguida, antes de se afastarem, o apanharem e colocarem no lixo.

Se todos os donos fossem assim civilizados, a nossa entrada em sítios públicos não seria tão freqüentemente vedada como acontece atualmente em tantos jardins, parques e praias.

Vá lá?não custa nada! Nós temos que fazer em qualquer sítio?


» nós e o jardim


É verdade que muitas vezes todos os canteiros são um local potencial para enterrar ossos e todas as plantas macias e espessas são uma possível cadeira para apanhar banhos de sol.

No entanto, o que normalmente acontece é que nos vedam a entrada no jardim ou nos prendem com uma coleira durante semanas e mesmo meses a ver todo aquele apetitoso jardim, sem que lhe possamos tocar o que resulta numa euforia total quando por descuido ou ato de piedade nos soltam. É claro que aí? fujam plantas e canteiros! Estamos doidos!

Tente dar ao seu cão a oportunidade de se habituar gradualmente e desde cedo ao jardim... vai ver que é muito mais fácil e menos desastroso para todos!


» cães sonolentos


Reconhecemos que um cão sonolento deve ser a coisa mais semelhante a um objeto inamovível que poderá encontrar numa casa normal.

Experimentem empurrar-nos para fora do sofá, desalojar-nos do vosso cadeirão preferido ou fazer-nos rebolar para fora da vossa cama. A menos que ponham os pés à parede, nós insistiremos inevitavelmente em dormitar exatamente onde vocês não querem ? sujando constantemente a cadeira mais confortável, estendendo-nos no sofá ou ressonando em cima do vosso edredom. Vá lá?desculpem?faz parte do nosso show!

Como devem reparar existe sempre um sofá, um canto do sofá, ou um cadeirão que é normalmente preferido por nós. Porque não cede e forra esse local favorito para passar a ser a nossa caminha? Vai ver que perde um cantinho de sofá, mas ganha muita tranqüilidade no futuro!

Certo também será que quem ousar sentar-se no nosso cantinho, de casa ou estranho, terá que nos dar um colinho forçado.


» sentido de desorientação


Será que nós, cães, não temos sentido de orientação? Porque será que tantos de nós ficam completa e absolutamente perdidos no momento em que saímos fora da vista dos donos? Perguntam vocês?

O que fariam vocês, humanos, se estivessem constantemente num espaço, normalmente pequeno, durante a maior parte da vossa vida e de repente se vissem soltos e livres no mundo? Para os mais tímidos e assustados é um desespero total e um pavor medonho do barulho e confusão; para os mais descontraídos é uma ?curtição?, saltar, brincar e fazer asneiras sem a prisão da trela e o olhar reprovador dos donos.

Pois na verdade só há duas condutas distintas pelas quais poderá optar: ou é um dono libertino e deixa andar o seu cão muitas vezes solto desde cedo, tornando-o num cão com experiência na rua e que não perde com facilidade o rasto à sua casinha (de notar que esta conduta traz consigo as possíveis conseqüências alheias à nossa vontade como roubo, maus tratos de desconhecidos, ataques de outros cães, atropelamentos, etc...) ou então opta por nunca lhe dar a liberdade de sair de casa sozinho e aí é evidente que, se por acidente ele sai um dia, com certeza  se sentirá completamente desorientado.

Pode no entanto tentar embaraçar o seu cão dizendo-lhe que os gatos conseguem encontrar quase sempre o caminho de volta para casa a tempo de jantar. Diga-lhe mesmo que os gatos são suficientemente responsáveis para terem portinholas para entrar e sair, e os cães não. Pode ser que isto o faça sentir com a responsabilidade de honrar a raça canina.


» má boca


Quase todos nós, tal como os humanos, somos até certo ponto esquisitos com a comida, e temos fortes razões para isso, a maioria das vezes dão-nos uns biscoitos minúsculos com o mesmo sabor refeição após refeição, dia após dia, mês após mês, etc?

No entanto o maior sofrimento é mesmo conhecer o sabor das coisas deliciosas que comem os humanos e pior, é darem-nos a provar um excelente pedaço de bife e, de seguida, encher-nos a taça de biscoitos esperando que as devoremos com a mesma vontade que devoramos o pedaço de bife?francamente!

Se pretende que o seu cão se delicie com a ração, é melhor que não lhe dê a provar bons petiscos, se ele apenas conhecer as bolas irá adorá-las e adorá-lo a si quando o premia com uma refeição de biscoitos diferentes (embora esta prática não seja recomendada para não provocar reações a nível intestinal da mudança de alimentação).

De qualquer forma recomendamos o simples plano de ação que se segue:

·         não o deixe ver anúncios de comida para cão;

·         nunca o leve consigo ao supermercado;

·         cancele a assinatura dele na revista ?Friskies?


» pêlos por toda a casa


Nós sabemos que uma das coisas mais irritantes para vocês na nossa existência é o fato de largarmos constantemente pelo por toda a casa, nas roupas e nos estofos do carro.

Pois é, nós largamos bastante pelo principalmente a partir da terceira semana em que não somos escovados. Tente senão lavar, pelo menos escovar o seu cão com a periodicidade recomendada para o tipo de pelo.

Se não o fizer é realmente provável que os seus tapetes, mantas, cortinas, cadeirões, sofás, camas, toda a sua roupa, toalhas de mesa, saídas de banho, edredons, visitas, bancos do carro e bebes possam atrair uma cobertura peluda que só um aspirador de potência industrial, talvez possa remover.


» eu? Mas eu não fiz nada...


Nós temos um jeitinho especial para virar as costas a uma asneira e fingir que não é nada conosco, mesmo em situações de culpa evidente. E sinceramente esperamos que acreditem.

Aquela poça no meio do tapete, aquele montinho de cocô na cozinha, aquele chinelo cheio de vomitado, aquele velhinho com marcas de dentes na bengala e ??Oh não, não olhem para mim, deve ter sido o gato!?

Pensando bem, se tiver também um desses felinos em casa, talvez deva dar ocasionalmente o benefício da dúvida, mesmo que, à primeira vista, as provas pareçam esmagadoras, especialmente se houver mais do que um felino por perto, eles são conhecidos por conspirarem contra um cão solitário e um par de gatos maquiavélicos são bem capazes de incriminar um cão sonolento só para se divertirem.


» dentes para que te quero?


Nós podemos, de fato, causar muitos danos pela casa, arranhando portas, tentando abrir buracos em tapetes, sofás e edredons e mastigando as coisas mais incríveis e importantes para vocês.

Realmente não há limites para o que um cão, especialmente na fase de mudança de dentição e crescimento dos dentes, possa querer arrastar para um canto e mastigar, desde mantas e almofadas, roupa interior, chinelos, sapatos, livros, cassetes de vídeo, ou mesmo aquele documento ou disquete tão importantes para o serviço, etc?

Pois bem, nós gostamos e precisamos de roer coisas durante várias fases da nossa vida, ou porque estão a crescer os dentinhos, ou porque somos velhinhos e o nosso organismo sente necessidade de cálcio, ou simplesmente porque sentimos necessidade de exercitar aquilo porque somos mais conhecidos, os dentes.

Para tentar resolver este problema, certifique-se de que o seu cão tem sempre bastantes coisas para mastigar, ossos, ossos artificiais, ossos de borracha e outros brinquedos de borracha para cães.

Se o fizer evitará que ele leve emprestados os bonecos Barbie e Action Man dos seus filhos.


» barulho


Nós costumamos ladrar, uivar e ganir quando queremos dizer-vos alguma coisa: queremos sair à rua, queremos voltar a entrar, queremos que se despachem a pôr-nos a comida no prato, está alguém à porta, estamos tão habituados a ouvir sons agudos que os humanos não ouvem, que muitas vezes achamos que não ouvem a campainha, o miúdo está a pisar-nos a cauda, o felino estúpido voltou a gamar o nosso brinquedo favorito, etc?

No entanto, alguns de nós, podem adquirir o hábito de ladrar e uivar quase constantemente, especialmente se forem deixados sozinhos durante longos períodos.

Tentem não nos deixar sozinhos durante períodos muito prolongados, nem que seja com um felino?mas sozinhos não!


» desobediência


Geração após geração, muitos donos de cães desiludidos descobriram que no que diz respeito a treinar um cão, uma disciplina rígida, uma mão firme, uma voz autoritária, paciência e perseverança dar-lhe-ão, quase inevitavelmente um cão que faz tanto caso das suas ordens, como não.

Tenham calma, é claro que todos estes fatores são importantes, mas sinceramente a melhor aposta para que façamos o que mandam é o suborno, puro e simples. Na forma de biscoitos este suborno consiste na troca da nossa obediência por uma demonstração de carinho dos nossos donos.


» uma vergonha com as visitas


Embora só estejamos a fazer o que para nós parece natural, muitas vezes podemos ser incrivelmente malcriados e embaraçosos junto das visitas.

Tenha calma, relaxe?a sua visita com certeza irá compreender, até porque decerto terá um cão ainda mais malcriado que o seu.

Não! O seu cão não é o mais malcriado, por incrível que possa parecer!

Esperamos que, com algum humor os façamos, nesta rubrica, compreender ou mesmo ver o ?bom? do nosso lado lunar.


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1 Comment

Reply Jairo
06:57 PM on May 30, 2009
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