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"Nós, os animais, declaramos:
O Direito à vida e à liberdade como resultado natural da existência.
O Direito de sermos respeitados e amados por esse ser a que chamam Homem, desde que não coloquemos em risco à vida dele.
O Direito a manifestar a beleza com que enfeitamos o mundo, e não termos de nos refugiar constantemente para lugares que não são o nosso meio;
O Direito de coexistirmos na Natureza sem sermos alvos de caça, só para prazer dos homens.
O Direito de oferecermos o
nosso corpo para matarmos a fome do Homem se ele não tiver outros recursos.
Isso só acontecerá em
calamidades.
Fora disso o Homem deve descobrir que não precisa de nós como alimento, mas apenas como intermediários entre os frutos da Natureza.
O Direito de não vivermos em gaiolas, em aquários ou jaulas como sacrifício da nossa liberdade.
O Direito de utilizarmos as asas para voar,as pernas para correr, as barbatanas para nadar, nos nossos meios e por nós próprios.
O Direito de exigirmos, a rápida despoluição dos nossos espaços, para a qual não contribuímos e de que somos vítimas e vitimamos também o homem.
O Direito de nos procriarmos sem destruição dos nossos filhos.
Se o Homem compreender a Vida e a Natureza, não precisará:
-de se enfeitar com as nossas peles.
-de se alimentar com a nossa carne.
-de se divertir com a nossa morte.
Compreenderá que lhe damos mais se vivermos.
Damos-lhe
alimento para o corpo, sem dar o nosso corpo;
e damos-lhe alimento para a alma, com a beleza da nossa existência."

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